Um ano de silêncio: Sinpaig-MT cobra respostas sobre fraudes em empréstimos consignados

Um ano de silêncio: Sinpaig-MT cobra respostas sobre fraudes em empréstimos consignados

Sindicato denuncia morosidade do Governo e dos órgãos de controle em investigar descontos indevidos que atingiram centenas de servidores estaduais.

CUIABÁ – O que era para ser um auxílio financeiro tornou-se um pesadelo para centenas de servidores públicos de Mato Grosso. Completado um ano desde que as primeiras denúncias de fraudes em empréstimos consignados vieram à tona, o Sinpaig-MT (Sindicato dos Profissionais da Área Meio) subiu o tom e exige respostas concretas do Governo do Estado e dos órgãos de fiscalização.

A entidade critica a falta de transparência e a lentidão nas investigações que, até o momento, não apontaram responsáveis nem puniram as instituições financeiras envolvidas em contratações irregulares.

Entenda o Caso

As denúncias começaram em 2024, quando servidores notaram descontos em suas folhas de pagamento referentes a empréstimos que nunca foram autorizados. Em outros casos, os valores depositados e as taxas de juros aplicadas divergiam completamente do que havia sido acordado entre o servidor e o banco.

Segundo o Sinpaig, o impacto financeiro tem sido devastador para muitas famílias. “O servidor já lida com um orçamento apertado e, de repente, vê sua margem consignável ocupada por uma fraude. É uma invasão patrimonial que o Estado permitiu ao não garantir a segurança do sistema”, afirma a diretoria do sindicato.

Cobrança por Transparência

O foco das críticas é a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplad). O sindicato alega que, apesar dos inúmeros ofícios enviados, a pasta não forneceu um relatório detalhado sobre as auditorias realizadas no sistema de consignações.

“Um ano é tempo mais que suficiente para identificar onde o sistema falhou e quais empresas agiram de má-fé. O que vemos hoje é um silêncio que beira a conivência”, diz trecho da nota divulgada pela entidade.

Investigação nos Órgãos de Controle

Além da esfera administrativa, o Sinpaig-MT acionou o Ministério Público Estadual (MPE) e a Polícia Civil. O sindicato busca saber:

  1. Quantos servidores foram efetivamente lesados?
  2. Quais instituições financeiras foram suspensas do sistema estadual?
  3. Houve vazamento de dados de dentro da administração pública?

O que o sindicato exige?

A categoria demanda a implementação imediata de camadas extras de segurança para a contratação de empréstimos, como a autenticação em duas etapas ou reconhecimento facial obrigatório. Além disso, o Sinpaig quer a criação de um canal de “estorno rápido”, onde o servidor, ao identificar um desconto fraudulento, possa suspender o pagamento imediatamente até que a perícia seja concluída.

Até o fechamento desta edição, o Governo do Estado não havia se manifestado oficialmente sobre o balanço atualizado das investigações citadas pelo sindicato.

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