Unânime: TRE-MT mantém proibição de ataques de Pedro Taques contra Mauro Mendes

Unânime: TRE-MT mantém proibição de ataques de Pedro Taques contra Mauro Mendes

Corte eleitoral rejeitou recurso do ex-governador por 5 votos a 0; multa diária de R$ 5 mil permanece em vigor para novos ataques à honra do atual gestor.

Por Redação — 16 de março de 2026 | Foto: Pedro Taques/Divulgação

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) decidiu, de forma unânime, manter a proibição imposta ao ex-governador Pedro Taques (PSB) de publicar conteúdos que ataquem a honra e a imagem do governador Mauro Mendes (UNIÃO). O julgamento, realizado nesta segunda-feira (16), terminou com o placar de 5 a 0 a favor da manutenção da liminar concedida anteriormente.

Os magistrados acompanharam o voto do relator, juiz Pérsio Landim, que rejeitou o agravo interno interposto pela defesa de Taques. Segundo o relator, o recurso sequer poderia ser analisado, uma vez que o rito das representações eleitorais prioriza a celeridade e não permite esse tipo de questionamento incidental antes do julgamento final da ação.

Entenda o conflito

A disputa jurídica começou em fevereiro deste ano, após o diretório estadual do União Brasil denunciar o que chamou de “ataques sistemáticos” promovidos por Taques desde novembro de 2025.

  • A acusação: O partido alega que o ex-governador utiliza suas redes sociais para propagar acusações sem provas, configurando propaganda eleitoral antecipada negativa.
  • O objetivo: Para o União Brasil, as postagens visam desgastar a imagem de Mauro Mendes focando nas eleições de 2026, visto que Taques é pré-candidato ao Senado.

Punições e restrições

Com a decisão mantida, Pedro Taques continua obrigado a:

  1. Remover em 24 horas qualquer postagem ofensiva a Mauro Mendes em seus perfis oficiais (Facebook e demais redes).
  2. Abster-se de novas publicações ou compartilhamentos de teor semelhante.
  3. Pagar multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento de qualquer um dos pontos acima.

Em seu voto, o juiz Pérsio Landim destacou que a opção normativa do sistema eleitoral busca evitar a “multiplicação de incidentes recursais”, garantindo que a justiça seja feita de forma rápida para não desequilibrar o pleito futuro. Além do relator, votaram os magistrados Raphael Arantes, Lidio Modesto, Luiz Otávio Marques e Jean Bezerra.

A defesa de Taques ainda não se manifestou sobre o resultado do julgamento.

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