Santa Casa de Cuiabá: Nova Proposta de Gestão Coloca Credores no Centro da Decisão
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A novela jurídica e financeira que envolve a Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá ganhou um novo capítulo decisivo. Após meses de incertezas e negociações travadas, uma nova proposta de acordo foi apresentada à Justiça, trazendo uma ponta de esperança para o pagamento de dívidas trabalhistas e a estabilização da instituição.
Agora, o futuro do hospital depende exclusivamente da manifestação da Comissão de Credores, que deve avaliar se os termos atendem às necessidades daqueles que aguardam por seus direitos há anos.
O Cenário Atual: Mediação e Expectativa
A Justiça do Trabalho, por meio do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (TRT-23), tem atuado como a principal ponte entre a gestão da Santa Casa e os trabalhadores. O foco central é o Plano Especial de Execução, que tenta equilibrar a manutenção das atividades hospitalares com o escoamento da dívida milionária acumulada.
Os pontos principais da nova fase incluem:
- Aporte de Recursos: A nova proposta detalha fontes de financiamento e prazos para a quitação de débitos.
- Transparência: O Judiciário exige que cada passo seja validado pela comissão que representa os trabalhadores.
- Segurança Jurídica: A homologação do acordo suspenderia medidas executórias agressivas (como bloqueios imediatos), permitindo um fôlego no caixa da unidade.
O Papel da Comissão de Credores
Diferente de processos comuns, aqui a voz do trabalhador tem peso institucional. A comissão é formada por representantes que possuem o poder de aceitar, rejeitar ou sugerir modificações na proposta. O juiz responsável pelo caso enfatizou que a celeridade do processo agora “está com a bola” nas mãos desses representantes.
“A justiça busca o equilíbrio: não podemos fechar um hospital essencial para a saúde pública, mas não podemos permitir que o trabalhador saia sem o que lhe é devido por direito.”
Próximos Passos
Se a comissão der o aval positivo, o processo segue para a homologação judicial. Caso contrário, novas rodadas de negociação serão necessárias, o que pode prolongar ainda mais o sofrimento de centenas de famílias que dependem desses valores.

