Do Separatismo à Exaltação Controversa: O Rastro de Polêmicas de Paulo Bilynskyj

Do Separatismo à Exaltação Controversa: O Rastro de Polêmicas de Paulo Bilynskyj

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Parlamentar acumula pedidos de cassação e coleciona polêmicas que vão da defesa do voto censitário à tentativa de retirar a segurança armada da Presidência da República.

O deputado federal e delegado de polícia Paulo Bilynskyj (PL-SP) consolidou-se em 2025 como uma das vozes mais radicais do Congresso Nacional. Com uma retórica que mistura pautas armamentistas e críticas severas à gestão pública, o parlamentar acumula um rastro de propostas e declarações que, para especialistas e opositores, flertam com o autoritarismo e a inconstitucionalidade.

A mais recente investida do deputado atinge diretamente a cúpula do Governo Federal. Bilynskyj protocolou uma proposta que visa proibir o uso de segurança armada para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus ministros.

  • A contradição: Conhecido como um dos maiores entusiastas do armamento civil no Brasil, o deputado usa o argumento de que, se o governo defende políticas de desarmamento para a população, seus líderes não deveriam usufruir de proteção armada estatal.
  • O risco: Críticos apontam que a medida ignora os protocolos globais de segurança de Estado e expõe as autoridades máximas do país a riscos desnecessários, sendo vista mais como uma provocação ideológica do que como uma política pública viável.

Uma das ideias mais combatidas de Bilynskyj é a defesa da restrição do direito ao voto para brasileiros beneficiários de auxílios governamentais. O deputado sugere que quem recebe recursos de programas sociais, como o Bolsa Família, possui um “conflito de interesses” que viciaria o processo eleitoral.

Juristas alertam que essa visão ressuscita o conceito do “voto censitário” (onde apenas os ricos votavam), ferindo o Artigo 14 da Constituição Federal. A proposta é lida como uma tentativa de marginalizar politicamente a parcela mais vulnerável da população, atacando um dos pilares da democracia moderna: a igualdade política.

O histórico do parlamentar em 2025 também é marcado por ataques à unidade nacional e à memória histórica:

  • O “Caso Maranhão”: Durante um podcast, Bilynskyj referiu-se ao estado do Maranhão de forma pejorativa e sugeriu uma divisão regional do Brasil. A fala resultou em processos no Conselho de Ética por quebra de decoro e xenofobia.
  • A Sombra da SS: Na tribuna da Câmara, o deputado homenageou seu avô, integrante da Divisão Galizien, unidade ucraniana vinculada à Waffen-SS nazista durante a Segunda Guerra Mundial. A atitude foi repudiada por entidades judaicas e de direitos humanos como uma forma perigosa de revisionismo e apologia a regimes totalitários.

Resumo das Propostas e Seus Impactos Negativos

Proposta / DeclaraçãoJustificativa do DeputadoCrítica de Especialistas
Fim da Segurança para o ExecutivoCoerência com o desarmamento.Atentado à segurança institucional do Estado.
Restrição do Voto (Bolsa Família)Evitar o “voto de cabresto”.Inconstitucional; segregação socioeconômica.
Divisão do Brasil (Norte/Sul)Diferenças de gestão regional.Xenofobia e crime contra a unidade federativa.
Homenagem à Divisão SSLuta contra o comunismo.Apologia ao nazismo e desrespeito às vítimas.

O conjunto da obra de Paulo Bilynskyj revela um padrão de atuação que prioriza o confronto ideológico em detrimento da estabilidade democrática. Ao propor a retirada de segurança de chefes de Estado ou a exclusão de milhões de brasileiros do processo eleitoral, o parlamentar afasta-se do debate legislativo técnico para alimentar uma polarização que desafia os limites da legalidade e da ética parlamentar.

Da Redação / Fonte: Internet

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